Dominação


Este blog, além da vertente temática ligada ao cuckold pretende explorar os dois lados antagónicos da dominação representados pelo dominador e pelo submisso. Espero que esta secção seja o mais abrangente e diversificada possível alimentando não só a sua curiosidade sobre o tema mas também a dos mais ousados que se entregam de corpo e alma à dominação fazendo dela uma arte ou filosofia de vida.

Introdução à Dominação


A dominação pode ter várias formas e associar-se ou não à dor, à limitação de movimentos, ao exibicionismo e ao sexo, contudo, existem certos componentes essenciais à sua prática tais como a humilhação, a disciplina, as regras e por consequência, a limitação de liberdade. Algumas pessoas têm uma predisposição natural para dominar outras para ser dominadas. As duas partes são importantes e vitais nesta relação simbiótica, uma não existe sem outra, uma alimenta a outra! O primeiro passo, o mais importante e determinante de todo o processo, é conhecer o nosso lado, o nosso perfil e assumi-lo.

Por vezes não é fácil reconhecer a nossa verdadeira natureza. Tal como na dominação, também a personalidade das pessoas tem dois lados aparentemente opostos e incompatíveis. O que somos publicamente, no nosso dia a dia, no trabalho, com os amigos e com a família pode não ser o que somos na intimidade e nos momentos em que libertamos a nossa libido. Libido significa desejo sexual, luxúria, em psicanálise é a energia fundamental do ser vivo que se manifesta pela sexualidade… em resumo, na cama somos uma coisa e fora dela outra, temos comportamentos diferentes! O ponto importante a retirar desta conclusão e o princípio chave da dominação é o reconhecimento desta dualidade e a forma como ela funciona.

A fome de dominar ou ser dominado tem origem na necessidade premente que existe em equilibrar estes dois lados da nossa vida. É tudo uma questão de equilíbrio!


Se publicamente, profissionalmente ou no seio familiar estamos numa posição de poder constante, desempenhando um papel fundamental e de grande responsabilidade, tendo a nosso cargo pessoas subordinadas e dependentes que esperam as nossas directivas e orientação iremos, inevitavelmente, atingir o ponto de saturação acompanhado normalmente de crises de ansiedade, desmotivação e até mesmo depressão! Por muito que façamos não nos conseguimos sentir realizados, não estamos completos. Tal acontece devido à falta de equilíbrio. A dominação surge, nesta situação, no papel do submisso, como um escape, uma fuga ou um refúgio. Uma forma de delegar de livre vontade a autoridade a outra pessoa, de se libertar do fardo do poder e da responsabilidade entregando-se ao comando e orientação de um dominador. Para o submisso, por mais estranho que possa parecer aos olhos de quem não o é, esta é uma posição confortável que o deixa num estado de absoluta descontracção e paz de espírito.

E assim se consegue o equilibro, contrapondo na mesma realidade duas posições completamente distintas.

A filosofia chinesa chama ao conceito simbólico desta dualidade, que parece ser uma variável comum a tudo o que existe no universo de Yin e YangDuas forças opostas interligadas e interdependentes que se complementam uma à outra.

Seguindo o mesmo principio será fácil compreender a posição e o papel do dominador. A dualidade da dominação surge assim em ultima análise como contrapeso da dualidade de cada indivíduo. O caminho para o equilíbrio.

Não admira assim que as pessoas que recorrem normalmente a casas especializadas na arte da dominação estejam ligadas, maioritariamente, à gestão de empresas, à política, órgãos de segurança etc.


A Dominação e o Cuckolding



Enquanto que no homem a escolha do lado ou a percepção da sua tendência na dominação é normalmente simples, ou é branco ou é preto, na mulher essa escolha nem sempre é óbvia. Muitas mulheres situam-se na ambiguidade dos cinzas podendo manifestar tendências para dominar e se submeter. A personalidade da mulher é mais complexa que a do homem o que provoca por vezes sentimentos e desejos antagónicos. Pode mesmo aparentar alguma instabilidade emocional e incoerência nas suas escolhas.

O cuckolding é uma das soluções para estas mulheres, por um lado podem exercer o seu domínio sobre o marido e por outro serem submissas com os amantes. Satisfazem assim ambas as necessidades obtendo a realização sexual e pessoal que tanto procuram.

Quer as mulheres dominantes quer as que alternam entre dominação e submissão são excelentes candidatas ao cuckolding, pois vão ao encontro do que necessitam para equilibrar as suas vidas. A mulher submissa não deve insistir neste estilo de vida pois só vai receber frustração, desmotivação e tristeza. Se o está a fazer pelo seu marido pense duas vezes pois pode estar a condenar-se uma vida que não é para si.


A Confiança e o Medo


A dominação assenta sobre uma base fundamental, a confiança. Existe uma confiança, por vezes cega, entre o submisso e o seu mestre. É esta entrega incondicional que define a intensidade da relação. O submisso deseja que o seu mestre use e abuse dele sem pedir licença ou importar-se com os seus sentimentos e necessidades básicas. O submisso precisa de se sentir vulnerável, pequeno, até mesmo insignificante. Ao adoptar esta condição e assumir este comportamento está ao mesmo tempo a transmitir energia, poder e grandeza ao seu mestre. Através dos seus actos, o submisso passa repetidamente a mensagem “estou nas tuas mãos, tudo o que sou é teu”. 



Contudo, não se julgue que ao encarnar este papel o submisso se torna estúpido ao não considerar todos os perigos inerentes à sua condição. Ele sente medo ao colocar-se nas mãos de outra pessoa. Receia pelas ordens que vai receber e que terá que cumprir. Na sua cabeça pairam dezenas de perguntas e duvidas como; "e se for algo que não sou capaz de fazer ?", "e se for muito doloroso, demasiado pesado, demasiado humilhante ?". A nossa mente está constantemente alerta e não adormece nestas situações. E ainda bem! Porque este medo constante é o outro pilar da relação, é o catalisador das emoções fortes e de toda a excitação. Tal medo só é tolerado porque existe o primeiro pilar, a confiança, o submisso sente-se indefeso mas ao mesmo tempo protegido e amparado pelo seu mestre. Ele sabe que está seguro nas suas mãos, é esta segurança que ele procura desesperadamente. O mestre deve transmitir a segurança que o submisso procura, é sua obrigação compreender a essência do submisso e agir em conformidade.

O mestre substitui muitas vezes o psicólogo e o terapeuta. Ele conhece profundamente o submisso, sabe do que precisa, e sabe como atingir o seu objectivo. Dominação é também terapia.


Dominação Feminina


Os homens submissos preferem quase sempre ser dominados por uma mulher. A intensidade da entrega é maior quando se dá o poder a uma pessoa fisicamente menos dotada e que vulgarmente é denominada de sexo fraco.

Na dominação não existe um sexo fraco, existe apenas um dominador e um submisso. Muitos casais praticam dominação como uma forma de complementarem a sua relação e prolongarem o estímulo, o interesse e a intensidade da sua vida sexual. O marido, o homem da casa, o responsável e a autoridade máxima delega o seu poder à esposa que assume o comando na intimidade. (Cuckolding)


Sem dúvida que quando tal acontece a proximidade, cumplicidade e a confiança são maximizadas dando origem a uma maior entrega e prazer. O sexo anal é uma forma de humilhação comum, bem como o amarrar, o vestir roupa interior feminina etc. todos estes actos rebaixam o submisso retirando-lhe o estatuto de homem remetendo-o a um simples objecto sexual efeminado. Atenção para não confundir a submissão com tendência homossexual.

O submisso ou o marido cuckold não retira prazer do sexo anal em si mas da humilhação que retira dessa experiência. Ele sente prazer em ser forçado a fazê-lo por uma mulher. A sua excitação provem dessa obrigação, da imposição, da ordem. Fora do contexto da dominação o homem submisso nunca procuraria satisfação sexual com outro homem.




A dominação para a mulher


Enquanto os homens se entregam à dominação quase que por necessidade na ânsia de atingirem o equilíbrio nas suas vidas ao contraporem a submissão ao seu lado viril e másculo, a mulher entrega-se por razões bem mais eróticas ou sexuais. Não estou a dizer que o homem não sinta qualquer estímulo sexual na dominação, apenas que é menos frequente e intensa.

A mulher é por natureza propensa a ser submissa. Atenção que não fiz esta afirmação com qualquer sentido depreciativo ou negativo. Historicamente, morfologicamente e socialmente a mulher ocupa uma posição que à partida a torna mais receptiva a esta posição, é um facto. Normalmente, durante o acto sexual a mulher gosta de sentir e ver no parceiro confiança, energia, força, iniciativa, liderança, segurança e poder. Todas estas características despertam-lhe a libido. Assume, não por palavras, um comportamento mais passivo enviando mensagens que se fossem ouvidas diriam, usa-me, rouba-me prazer, deixa-me sentir a tua força e virilidade, faz com que perca o controlo sobre mim. Há uma entrega muito maior por parte da mulher. Ao mesmo tempo ela tenta descobrir um sentimento mais forte e comum aos dois, uma ligação invisível, um sinal de sintonia, união, protecção… para a mulher nada é apenas físico.

Sendo esta tendência sexual submissa natural na mulher, a dominação tem que ir um pouco mais longe. Alguém que já subiu o Kilimanjaro não fica propriamente deslumbrado ao subir a Serra da Estrela, será necessário leva-la ao Everest para que sinta algum entusiasmo, motivação e interesse. A mulher, mais exigente, necessita de actos mais intensos, de ultrapassar limites. O homem liberta-se e a mulher perde-se. Por isso mesmo 80% da dominação masculina não envolve sexo, contudo o mesmo valor representa a dominação feminina que envolve sexo.

Se a este factor lhe somarmos uma maior resistência à dor, uma maior tolerância a humilhação e condicionamento compreendemos o porque da dominação na mulher seja mais violenta e psicologicamente mais pesada.

Quando não envolve dor ou até mesmo sexo, existe sempre uma forte componente psicológica e uma entrega absoluta. É uma relação de extremos onde as expectativas são elevadas e onde a mulher, mesmo numa posição submissa, exige sentir, exige o máximo.

É muito mais fácil dominar um homem que uma mulher.


15 comentários:

  1. Maravilhoso.
    Conheçam também nosso blog.
    CasaisModernosBH
    http://casaismodernosbh.blogspot.com/

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    1. Olá amigo. Como esta sua esposa?
      andre_rpreto@hotmail.com

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  3. Parabéns pelo blog, muito bom!
    Kasalnovinha
    http://cornacasada.blogspot.com

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  4. Otimo blog, Tudo que procura uma companheira para me dominar de verdade assim mais quero real mesmo adoro ser dominado e humilhado por uma gostosa de verdade Sonho com isso Ha ANOS

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    1. ola, vc é de onde? tb busco alguem pra ser meu escravo!

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    2. Quem quiser um escravo, luccianonit@hotmail.com

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  5. Olá. Adoramos o blog de vcs.
    Quando quiserem, fiquem a vontade pra lerem o nosso
    http://cuckfreedom.blogspot.com.br/

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  6. i am a hotwife send me e mails


    shihuck@hotmail.com

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  7. boa matéria!
    Penso que o sexo é um recurso delicioso para buscarmos equilíbrio e evolução.
    Um orgasmo em estado de entrega total é uma "resetada" psicofísica.
    Empatia e confiança são requisitos fundamentais.
    ritiwitin@uol.com.br

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  8. Bom dia! Eu gostaria de achar uma mulher especial,mas para dominar!
    Sou de SP 30,anos whatsapp 11991985902

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